Rede Fetal Brasileira 

Teratoma sacrococcígeo e tumor cervical

Teratoma sacrococcígeo e tumor gigante de pescoço


São tumores geralmente benignos, ricamente vascularizados, que aparecem na região sacral (entre as nádegas) fetal ou na região do pescoço do feto que, na maioria das vezes, será operado apenas depois do nascimento. Em algumas situações, eles podem apresentar um crescimento muito rápido, chegando a atingir o mesmo peso do feto.
Quando o tumor cresce muito, pode ocorrer uma sobrecarga do coração fetal, que passa a bombear sangue para si e para o tumor. A cirurgia fetal pode ser uma opção com objetivo de coagular os vasos do tumor, reduzindo sua velocidade de crescimento, poupando o coração fetal.


A malformação ocorre entre 1 : 10.000 a 1 : 30.000 gestações. O diagnóstico pode ser realizado através de ultrassonografia morfológica do segundo trimestre.


O diagnostico ultrassonográfico é realizado quando se visualiza uma massa heterogênea de tamanho variável na região sacral ou cervical. A mortalidade intra-uterina atinge 50% dos fetos acometidos e é consequente à insuficiência cardíaca fetal e à prematuridade.


Indicação Cirúrgica e Preparo Pré-operatório:
Teratoma sacrococcígeo: Idem ao corioangioma, porém da coagulação dos vasos que nutrem o tumor pode ser realizada através de laser intersticial.



Broncoscopia virtual (NOVO!)



No caso de tumores da região cervical, a avaliação pré-natal da permeabilidade das vias aéreas ajuda na decisão da equipe que será necessária no momento do parto para reanimação neonatal. A ressonância magnética tem sido utilizada com esta finalidade e uma técnica inovadora de Broncoscopia Virtual desenvolvida no Brasil, já foi utilizada em cinco casos (Werner et al., 2011 e Werner et al. 2012), tendo se mostrado útil no processo decisório.


Teratoma Sacrococcígeo Ressonância




Teratoma Sacrococígeo com Doppler




Tumor Cervical 3D




Tumor Cervical com Doppler